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riscos_e_rabiscos

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* Já fiquei a tremelicar...*

Estava eu a almoçar quando toca o telefone fixo, a minha mãe atende e me diz "é para ti..." Julgando eu que seria algum telefonema daqueles a fazer pergutas de alguma operadora, atendi com a boca cheia de comida. Oiço do outro lado "fala do hospital XPTO e e para vir ter com o dr. "Coisinho" amanhã às dez e meia...", despachou-me e desligou o telefone!

 

Foi uma coisa tão inesperada que eu nem me lembrei de perguntar se seria para fazer já a cirurgia, se teria de levar alguma coisa, se era só para falar com o médico...

Conclusão: agora estou em pulgas e a tremelicar até amanhã às 10.30. Não me dava jeito nenhum ser internada já amanhã... a ver vamos o que me está reservado. Stay tunned!

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Um susto com final feliz.

Podia dizer que este fim de semana tinha sido excelente se não tivesse acontecido algo de que nao estávamos à espera.

 

O N. só trabalhou meio dia e foi buscar-me à escola. Viémos para casa e verificámos que o Pimentinha estava com os olhinhos inflamados. Limpámos com soro e colocámos umas gostas específicas que temos. Mas a inflamação não melhorou e o N. notou uma "risca" esquisita num olhinho.

 

O meu bichinho lindo sofre de prolapso da glândula de Harder, para perceberem o que é, vejam a foto. Ela aparecia e desaparecia até que ficou assim permanentemente. Sabíamos que para resolver o assunto só com cirurgia. Mas disseram-nos que voltaria a aparecer. 


Resolvemos leva-lo ao vet que viu que o caso estava muito grave. Receitou antibiótico e gotas e avisou que aquilo estava muito feio e que teria de fazer a cirugia "ontem". Por especial favor, operou o Pimentinha no feriado. 

 

Correu muito bem e quando fomos buscar o nosso bichinho ele estava bem dispostinho e fez-nos uma grande festa! Veio de "abatjour" na cabeça e com uma série de recomendações e medicação para fazer. O Pimentinha tem uma úlcera na córnea no tal olhinho que tinha a "risca".

 

apesar de estar de pupilas dilatadas e olhitos um bocadito inchado, o meu bichinho já nem parecia o mesmo! Ele próprio se deve sentir muito mais feliz porque concerteza o seu campo de visão ficou muito melhor e as inflamações e incómodos nos olhinhos irão acabar.

 

(A glândula de Harder são aqueles "altinhos" vermelhos nos olhos. Já viram o sorriso Pepsodent do meu Pimentinha? :P)

 

Estou aqui em pulgas...!

E não, não são as pulgas do cão! Os meus pais foram a uma consulta de oftalmologia no hospital por causa da catarata do meu pai. A questão é: será que era para fazer cirurgia à catarata? Mandaram levar todos os exames que tinha feito mas na carta que recebeu não esclarecia para quê... Já tentei ligar à minha mãe mas não tem rede... Grunf!

 

Se eu soubesse roer unhas, garanto-vos que já não tinha pontas dos dedos!

 

Adenda: Depois de tanta preocupação, o meu pai não fez mais nada senão colocar umas gostas nos olhos para ser, mais uma vez, observado.

Chegou o dia... :/

Acordei com os nervos nas últimas. O Bóbi, que tem andado tão contentinho e saltitão (como ele é sempre), hoje estava murchinho. Parece que estava a perceber que ia fazer a cirurgia.

 

Como combinado, ao meio dia, fui para o vet à espera que fosse chamado. Quando chegou a sua vez, entrou para a sala de atendimento com receio mas portando-se bem. Depois de o por em cima da mesa da vet, ela deu-lhe uma pica na perninha - um sedativo - e o Bóbi não disse nada. Só que começou a ficar trôpego e sem forças nas perninhas, o que achou estranho.

 

A auxiliar da ver levou-o para a preparação da cirurgia noutra sala e nós já não o pudemos acompanhar. Viémos para casa. Foi tão estranho entrar em casa e não termos um nariz curioso a cumprimentar-nos e a saltar-nos para cima para nos dar uma lambidela.

 

Quando sair do trabalho vou directa para a clínica. Espero, nessa altura, que o meu Bóbi já tenha saído do recobro e venha para casa para receber muitos beijinhos e miminhos meus.

O Homem Sem Rosto

 

Andava eu no 6º ano (na altura o 2º ano do 2º ciclo), quando o vi pela primeira vez. Era uma coisa medonha, assustadora, principalmente para uma miúda ingénua e inocente, só ciente de certas deformidades em histórias como n’O Corcunda de Notre Dame.

Lembro-me de o ver, grande parte da minha e da sua vida, naquele cruzamento, a dar orientação ao trânsito como forma de distrair as horas do dia. Havia quem passa-se e o cumprimentasse porque o conhecia de o encontrar ali anos e anos a fio, e havia outros que o ofendiam, chamando nomes obscenos e ofensivos. Como se ele tivesse escolhido ter aquela deformidade facial, como se tivesse sido opção sua não conhecer o seu próprio rosto.

 

E havia os “espertinhos”, aqueles que o usavam para assustar as pessoas. Andava eu no 12º ano noutra escola, que na altura era à noite, e os tais espertinhos incentivavam o pobre homem a assustar as miúdas, principalmente, quando saiam da escola. Na altura, a zona escolar não era muito iluminada e propiciava-se a este tipo de susto. Eu não tinha medo e também não me assustava porque o conhecia. Sentia pena porque a conformidade acompanhava o passar dos anos.

A última vez que o vi, fiquei com o coração apertado ao ver que quase já não via e que deveria ser muito difícil comer, estando, por isso, muito magro.

 

Hoje voltei a vê-lo na SIC. Foi com contentamento que fiquei a saber que esteve nos EUA para lhe retirarem o tumor que lhe desfigurava o rosto e que ninguém em Portugal arriscou operar. Nem quando estava numa fase mais inicial.

 

Espero que tudo lhe corra pelo melhor e que se consiga reconhecer no seu novo rosto.

 

A notícia está aqui.

 

Sudenly Surgery!

 

A minha mãe foi hoje operada à vesícula. Foi um dia inteiro passado no hospital. E sinto-me como se tivesse sido atropelada por um camião, para já nem mencionar os kilómetros que fiz lá dentro.

 

O tempo de espera agudiza o nervoso miudinho e a ansiedade. É talvez das piores fases pré-cirurgia. Como a minha mãe já tinha todos os exames feitos, não foi em “excursão” fazê-los com o grupo dos futurs operados. Pela lógica da batata, ela deveria ter sido das primeiras pessoas a quem a cama seria atribuída. Mas não. Esteve desde as 11 da manhã até às 2 da tarde à espera.

 

Procedimentos efectuados (questionário, catéteres e vestuário), voltámos a esperar mais um pouco. A minha mãe travou logo conhecimento com o vizinho da frente que tinha feito a mesma cirurgia que ela de manhã, e com a senhora que estava de visita ao marido que se encontrava internado e ligado às máquinas há 3 meses.

Esta conversa acabou por ser um momento de descompressão pois devido ao nervoso, a minha mãe tinha a tensão altíssima.

 

Às 4 horas tinha chegado a vez da minha mãe descer para o bloco operatório.

Aproveitei para ir comer algo e entreter algum tempo, li uma revista cor-de-rosa (em momentos de tensão não me consigo concentrar para ler livros), joguei tetris no telemóvel, falei como toda a gente e mais alguém e calcorreei aqueles corredores do hospital mais de 500 vezes.

 

Depois aconteceu algo que mexeu bastante comigo mas que eu já suspeitava…

Tinha ouvido um médico falar com a senhora cujo marido estava ligado à máquina. Não ouvi a conversa sequer mas adivinhei intimamente o que se iria passar.

Acabara de sair do elevador e entrar na sala de espera quando vejo a tal senhora. Aproxima-se de mim e diz-me “ele já se foi…” e desfaz-se em lágrimas. Custou-me tanto ouvir aquilo. Porque imaginei o sofrimento daquela mulher ao ver o marido a definhar e a ficar dependente de uma máquina. As visitas diárias a um ser vegetativo mas que ela tinha esperança de ainda voltar a ver reagir. A adiar uma morte inadiável.

Dei um abraço e um beijinho à senhora, disse meia dúzia de palavras de consolo – se é que pode haver algumas numa altura destas – e desejei-lhe muita força e coragem.

Conforme a senhora me vira as costas, desataram a cair-me as lágrimas como se fosse por alguém que eu já conhecesse há algum tempo. Custou-me aquela história de vida que se desfez em fumo numa questão de segundos.

 

Contei todos os segundos e minutos à espera de ver a porta dos elevadores abrir-se e surgir a minha mãe. Espreitei o quarto dela vezes sem conta.

Passou uma hora… duas horas… três horas… e a preocupação a começar a crescer. Ao fim de quatro horas lá dá ela entrada no quarto.

 

Não é que a meio da cirurgia, a minha mãe teve um ataque de asma? Isto deve ter atrasado tudo. Mas quando a vejo vir, acordada e aparentemente bem, foi um alívio.

Como já estava fora da hora das visitas, apenas verifiquei se estava tudo bem pois ela estava bem disposta. Pormenores da cirurgia só amanhã mesmo. Saí do hospital cansadíssima mas bastante mais aliviada!

 

 

Há Coisas Estranhas...

É do conhecimento geral que para se ter uma vida mais saudável, idealmente deveríamos viver no campo, rodeados de árvores e plantas, que nos fornecessem um ar límpido e fresco.

 

Confesso que esta ideia até não me desagrada para passar uns fins-de-semana, umas férias, aliviar momentos de stress. Mas durante muito tempo não. O silêncio começa a "incomodar-me".

 

Mas parece que há pessoas radicalistas e que levam esta ideia, do ar puro, ao pé da letra.

Um fulano, a quem foi diagnosticado um cancro do pulmão, teve de ser submetido a uma cirurgia. Já na mesa de operações, o cirurgião ao fazer a incisão no pulmão deparou-se com algo espantoso. Em vez de se deparar com o tão terrível cancro, encontrou uma pequena árvore - um abeto - de 5 cm!!!

 

Não é isto incrível?! A situação é tão caricata quanto inexplicável. brincando um bocadinho com a situação, poderíamos dizer que o tal homem tinha uma árvore de Natal no pulmão.

 

Só para terem uma ideia de que árvore se trata, vejam lá a foto.

 

                    

 

 

 

Há Um Ano atrás.

Faz hoje um ano que fiz a minha cirurgia, lembram-se? A esta hora ainda estava no recobro, com uma moka terrível. Daquelas que nem se consegue abrir os olhos.

 
A esta altura ainda andavam de volta de mim a perguntar se me sentia bem – tinha-me sentido bastante maldisposta – e se já conseguia mexer as pernas. Eu não sentia nada mas que via umas coisas em forma de pernas a levantar sempre que o meu cérebro mandava, via!
 
Em jeito de balanço, posso dizer que fiquei com uma cratera, agora já fechada, de fazer inveja ao Grand Canyon. E que isto não ficou a 100%. Desapareceu com a maleita mas fiquei com um efeito colateral de que tinha sido avisada, embora a um nível muito mínimo.
 
Desta já me safei. Esperemos que para sempre! Lembram-se do medo que tinha?
 
 

 

Em Fase de Provação!

Hesitei em colocar aqui todos os pormenores da minha cirurgia, Mas depois pensei que poderia ser útil a alguém que fosse passar pelo mesmo que eu. Pesquisei sobre o assunto para saber o que realmente me esperava, mas não encontrei nada de específico, concreto e objectivo. Daí a minha decisão em contar tudo.
 
Fiz o internamento no hospital Fernando Fonseca às 9 horas da manhã. Fui acompanhada pelo N., pela minha mãe e pela minha sogra que, por norma do hospital, teve de esperar lá fora.
 
Mandaram-me esperar numa sala até que me chamassem. Após mais de uma hora de espera, veio um auxiliar buscar-me e a outras pessoas para fazermos os exames pré-operatórios.
O 1º exame que fiz foi as análises. E aqui tem início a fase da minha vida a que eu chamo PROVAÇÃO.
Fui a última do grupo a fazer as análises e a que mais tempo levou. Acontece que as minhas veias são muito fininhas e dançarinas, pelo que as analistas têm sempre dificuldade em picar-me ( só uma vez e no sítio certo!). Daí o meu medo de agulhas.
Apesar da analista ser uma moça nova, devia ter bastante experiência pois, apesar das dificuldades acertou à primeira. Mas mesmo assim fiquei com o braço negro. De seguida, fiz o ECG e o Raio X.
Voltámos todos, novamente, para a sala de espera.
 
Finalmente, começaram a chamar-nos para nos atribuir cama. O atraso na sua atribuição deveu-se ao facto destas serem poucas para os homens.
Eu era a única mulher. Foi-me atribuída a cama 19 do maior quarto feminino daquela ala.
Troquei a minha roupa pela do hospital e mandaram-me vestir umas meias brancas elásticas acima do joelho, horríveis e apertadas. Ainda por cima tenho a “coxa grossa”. Não as suportava e dobrei-as até à hora da cirurgia. Fui alvo de gozo pois parecia o Dartacão.
 
Depois vieram fazer-me algumas perguntas para colocar no meu processo. Eu estava à espera, a qualquer momento, de outra coisa que eu tanto temia: a colocação do cateter. Veio um enfermeiro novo ter comigo para o colocar. Novamente palpação das veias e a constatação de que elas são muito chatas. Expliquei-lhe que o meu braço esquerdo era melhor pois é onde me picam sempre, ao que ele respondeu, com are de “papo seco”, que não tinha nada a ver e começou a colocar-me à mesma o cateter na mão direita. De repente, diz-me “já não dá, a veia já rebentou”. Só me apeteceu mandá-lo para o inferno. Eu não o tinha avisado?! Tinha de o colocar na mão esquerda e passar por aquelas dores de novo.
 
A esta altura, eu já estava cheia de dores de cabeça de não ter comido nem bebido nada em todo o dia. Só pude comer até às 7.30 da manhã e com 4 clisteres em cima estava fraquíssima. Já nem fome sentia.
 
Eram 18.40 vieram buscar-me para a cirurgia. Tinham-me dito que seria operada depois de almoço…
Veio um auxiliar chanfrado buscar-me, Desatou a empurrar a maca com toda a força e a correr. Não sei como não tive um acidente de percurso, tipo ir contra alguma parede ou esquina.
Quando cheguei ao bloco, mandaram-me passar para uma maca tipo passadeira rolante que me passou para outra maca do outro lado do bloco operatório.
Já não podia escapar, agora é que iam ser elas!
Entrei na sala de cirurgia e foi tudo muito rápido (pelo menos pareceu). As anestesistas eram simpáticas e bem dispostas. Tinha chegado o momento da raquianestesia (tipo epidural). Levei 6 ou 7 picadelas na coluna. Algumas doeram-me, outras nem por isso. Imediatamente comecei a sentir uma sensação estranha nos dedos dos pés. Era a anestesia a fazer efeito.
Pensei que não iria sentir dor mas que iria sentir o que iam fazer. Mas afina enganei-me porque não senti absolutamente nada.
Assim que começaram o procedimento cirúrgico, senti um cheiro a chamuscado e perguntei se aquele “cheiro a churrasco” era meu. Riram-se e reponderam-me que sim. Supus , então, que estariam a utilizar laser.
Entretanto, comecei a sentir-me mal disposta. Pudera! Com aquela dose brutal de anestesia… Elas injectaram-me uma substância para que me parasse a indisposição e não vomitasse.
A cirurgia não me pareceu que tivesse durado muito tempo mas a verdade é que não tenho consciência do tempo que estive lá dentro.
 
Fui para a sala de recobro e vinham constantemente ver-me e perguntar se estava bem e se já mexia as pernas. Levei muito tempo a mexer qualquer coisa. Via tudo a ir embora e eu a ficar ali. Primeiro mexi a anca e só depois foi a vez das pernas embora não tivesse qualquer percepção do seu movimento. O nosso cérebro é mesmo uma coisa fenomenal!!
 
Voltei, depois, para o quarto e só então me apercebi das horas pelos relógios dos corredores. Eram 21.30!
Quando cheguei ao quarto, estavam lá o N. e a minha mãe que, por especial favor, foi-lhes permitido que ficassem à minha espera.
 
Deram-me uma chazinho – única “refeição” desse dia - às tantas da noite e continuei naquela sonolência que deve ser própria. Apesar da sonolência, não consegui dormir nada:
 
1º As meias elásticas apertavam-me e eu não as podia tirar ( fiquei cheia de vergões vermelhos);
2º Estava sempre a tentar mexer os dedos dos pés ( o que só aconteceu já quase de manhã);
3º Doía-me as costas de estar tantas horas naquela posição;
4º Olhava, sistematicamente, pela janela para ver se já era dia (a vontade de sair dali era tanta…!)
5º As minhas colegas de quarto deram um “concerto” espectacular. Cada uma ressonava à sua maneira e uma delas completava o concerto com uns “acordes vindos do interior” fora de série.
 
A meio da noite vieram dar-me mais uma injecção. Desta vez na barriga. “Não vai doer nada, querida”, disse a enfermeira e… Pimba! “não dói nada o caraças”, pensei eu com uma sensação de dor/ardor na barriga. Mas depois de tntas picas, foi só mais uma.
 
Finalmente, a amanhã chegou. Estávamos todas ansiosas pela alta. Enquanto esperávamos, fomos tomar banho, tomar o pequeno-almoço (há mais de 24 horas que não me passava nada pelo estreito), vestir e esperar.
Por fim, a médica veio observar-me, falar comigo, fazer-me várias recomendações, dar-me alta e marcar nova consulta.
 
Liguei ao N. para me ir buscar mas como tinha “encomendado” o meu almoço teria de esperar um bocadinho. Como só podia comer coisas moles, a ementa era sopa, empadão e torta de coco. CHLEP!
Quando o almoço chegou, as minhas papilas gustativas bateram palmas de contentamento. Primeiro a sopa: Arrrgh! Sem sal, sem azeite e muiiita batata. O segundo prato: Hã?! Não se enganaram? Onde está o meu empadão?!? Almôndegas de peru… I hate PERU! E a sobremesa?? Quem a comeu? Minha rica tortinha de coco! A torta tinha sido transformada em… BANANA! Chuif!
Vim-me embora desolada por não comer a minha tortinha e ter sido enganada…
 
Agora estou na fase mais crítica disto tudo. Tenho de ir todos os dias ao centro de saúde fazer o penso à minha fístula e à minha fissura descoberta no acto da cirurgia. Não me bastava um mal, tinham que ser dois. Dependo de terceiros para me tratarem porque eu não chego lá. É o n. que é o “enfermeiro” pois a minha mãe não consegue e a minha sogra ia tendo um piripaki. Parece que a cratera é bem grande. É uma ferida aberta que tem de secar de dentro para fora. Isto é coisa para mais de um mês :/. Quase não consigo andar – tenho aquele “duck walk” – e sentar é um pouco complicado. Passo os dias a ver TV deitada ou a ler qualquer coisa que não exija muito da minha pobre molécula. Aos terceiros falta um cadinho de paciência e compreensão. Só quem passa por isto sabe dar o valor.
 
Como já devem ter percebido, o ridículo está sempre presente na minha vida, mesmo nas horas menos prováveis. Pelo menos deixa histórias para contar…

A Tiritar de Medo!

Hoje é a véspera da minha cirurgia. Estou cheia de medo. Medo da anestesia (raquianestesia) e medo do pós-operatório.
Tentei não pensar muito sobre o assunto mas à medida que as horas vão passando, as borboletas no estômago começam a aumentar.
 
Vou ser internada às 9 h e serei operada depois de almoço. E espero que seja mesmo depois de almoço. Senão aí é que o stress me vai matar.
Apesar de ser muito medricas com agulhas e outras coisas, sou muito corajosa. Mas o stress e a ansiedade dão cabo de mim. Quando se chega lá e as coisas são feitas imediatamente, não temos tempo para pensar sobre o assunto. É a espera que me mata.
 
Espero realmente só ficar lá 24 horas como me disse o médico mas tenho sérias dúvidas. Será que ele vai lá aparecer ao sábado para me dar alta? Espero que sim!!! Quero livrar-me das agulhas espetadas em mim…
O cirurgião tem fama de ser óptimo, é super simpático e dá-nos confiança mas o medo não deixa de andar à espreita.
 
Vou acabar de roer as unhas a ver TV para ver se me esqueço disto tudo.
 
Até ao meu regresso! (espero que seja no Domingo… Ihihihih)